sexta-feira, 17 de setembro de 2010




Dizer o óbvio, dizer o já errado (erro este que me perde o tempo, que nos perde o senso). Pense como quiser, fale como quiser, haja como quiser, só não diga que a vida é assim, fazer o que? Não me peça pra cantar algo mais feliz e nem cante comigo! Não me peça pra enxergar algo além disso, porque não é assim, porque sou assim: realista demais, enferma demais, uma velha neste novo corpo. E nessa ânsia por erros ponha o dedo na goela e procure a verdade. Mas só acha mentiras, não é? Restos de mentiras mastigadas. Olha: estou sozinha de novo. Olha: que feliz abismo esse abaixo de nós. E não diga que eu não avisei que essa poesia foi longe demais, que tudo seu foi longe demais também, e que acabou assim: com essa ilusão indo longe demais, virando verdade e sem piedade virando a sua vida..

Nenhum comentário:

Postar um comentário